
O Pix Automático, nova funcionalidade do Banco Central que entra em vigor na próxima segunda-feira (16), promete revolucionar a forma como o varejo lida com as cobranças recorrentes, especialmente no caso das lojas que ainda operam com crediário próprio, um modelo de pagamento tradicional que envolve a emissão de boletos mensais ou carnês físicos. A avaliação é da CDL Goiânia (Câmara de Dirigentes Lojistas), que vê na ferramenta uma oportunidade concreta de modernizar processos, reduzir a inadimplência e facilitar a vida do consumidor e do lojista.
“O crediário ainda é muito utilizado no comércio local, especialmente em lojas de bairro, móveis, vestuário e eletrodomésticos. Com o Pix Automático, o lojista pode substituir boletos por uma cobrança digital, automatizada e integrada com o sistema bancário do cliente”, destaca Geovar Pereira, presidente da CDL Goiânia.
Diferentemente do débito automático tradicional, que exige convênios formais com bancos e é, por isso, viável apenas para grandes empresas, o Pix Automático permite que qualquer negócio ofereça a opção de pagamento recorrente, com menos burocracia e mais alcance. O recebedor precisa apenas estar conectado a uma instituição financeira que ofereça o serviço, e o consumidor autoriza os débitos no seu banco de preferência.
Do carnê ao clique
A nova modalidade também oferece maior controle ao consumidor, que pode estabelecer limites máximos de valor por débito, receber notificações de cobrança e cancelar a autorização com até um dia de antecedência. Para o lojista, isso significa menos gastos com impressão de carnês e boletos, além de redução de falhas logísticas, como atrasos no envio ou perda de documentos.
“Com o Pix Automático, o comércio se liberta do papel. Isso não apenas moderniza a relação com o cliente, mas também reduz custos operacionais e agiliza o recebimento”, afirma o presidente da CDL Goiânia.
O dirigente lembra ainda que muitos atrasos de pagamento no crediário são causados não por inadimplência intencional, mas por esquecimentos ou dificuldades no acesso ao boleto físico.
A visão do presidente coaduna com uma observação recente do Itaú Unibanco. De acordo com Angelo Russomanno, diretor de pagamentos para pessoa jurídica da instituição, muitos atrasos estão ligados a falhas operacionais do dia a dia. “Muitas vezes, o atraso no pagamento não está só ligado a uma questão de capacidade de pagamento. Mas de organização, de esquecimento, do boleto não ter chegado, do cartão que estava agendado e que foi substituído. Então, o Pix Automático é um produto que tem como efeito a eficiência”, afirma.
Mais previsibilidade no caixa
Para o lojista, um dos principais ganhos está na previsibilidade do fluxo de caixa. Com as cobranças automáticas, é possível ter melhor planejamento financeiro, antecipar entradas e, inclusive, negociar com fornecedores com mais segurança.
“Em um cenário em que o crédito está caro e o consumo ainda é instável, ferramentas que aumentam a organização financeira das empresas são extremamente bem-vindas. O Pix Automático pode ser um ponto de virada para o varejo”, avalia Pereira.
Além disso, ao facilitar o pagamento para o consumidor, o novo modelo pode contribuir para a redução do endividamento e, com isso, para o aquecimento do consumo.
“Com menos contas em atraso, o cliente volta a ter crédito, melhora sua pontuação e ganha poder de compra. O comércio sente esse reflexo quase que imediatamente”, conclui o dirigente.
Fonte: Assessoria de Comunicação/CDL Goiânia




