Intenção de compra projeta Natal movimentado em 2025, aponta pesquisa

11 de dezembro de 2025

Levantamento indica aumento no valor dos presentes e maior disposição para comprar, com destaque para lojas físicas e pesquisa de preços

Movimento de fim de ano cresce em linha com o dado aferido pela CNDL e SPC Brasil de que 76% dos consumidores devem presentear neste Natal (Foto: Freepik)

Uma pesquisa feita nas capitais brasileiras, incluindo Goiânia, apontou que as vendas de Natal devem movimentar no país cerca de R$ 84,9 bilhões em 2025. O estudo da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) indica que 124,3 milhões de consumidores devem ir às compras, mantendo a data como a mais forte para o varejo. Para os goianienses, a expectativa é de ruas e shoppings mais cheios nas próximas semanas, já que 76% dos entrevistados planejam presentear neste fim de ano.

De acordo com o levantamento, o valor médio dos presentes deve chegar a R$ 174, aumento de R$ 37 em relação a 2023. Entre os que serão presenteados, os filhos seguem como principal foco, com 58% das intenções. Em seguida aparecem mães com 46%, cônjuges com 40%, pais e irmãos com 23% cada. Para 28% dos compradores, o presente mais caro será para os filhos.

O consumidor pretende adquirir em média quatro presentes. Nas classes A e B, esse número sobe para cinco. As roupas lideram o ranking de itens desejados, com 52% da preferência, seguidas por perfumes e cosméticos com 36%, calçados e brinquedos com 30% cada e acessórios com 22%.

Uma tendência que avança é a troca dos presentes tradicionais por experiências. Quase metade dos entrevistados, 43%, pretende optar por viagens, jantares, passeios ou shows.

Disposição para gastar mais ou menos

O consumidor está dividido quanto ao quanto pretende desembolsar. Em comparação com 2024, 38% querem comprar a mesma quantidade de presentes, 31% planejam comprar mais e 20% menos.

Quando o assunto é o valor total, 41% afirmam que vão gastar mais. Entre os motivos estão o desejo de comprar algo melhor, a percepção de preços mais altos e uma reserva feita ao longo do ano. Por outro lado, 26% pretendem gastar menos, seja por necessidade de economizar, dificuldades financeiras ou incertezas em relação ao cenário econômico.

Lojas físicas seguem como preferidas

Mesmo com o avanço do comércio digital, as lojas físicas continuam na frente. Segundo o estudo, 75% dos consumidores das capitais devem comprar presencialmente, especialmente em lojas de departamento, que registraram 36% das menções, e nos shoppings, que ficaram com 31%.

As compras online também devem crescer. Pelo menos 58% pretendem adquirir algum presente pela internet, o que representa 94,2 milhões de pessoas. Em média, sete em cada dez presentes comprados por esse grupo serão adquiridos em ambiente digital. Aplicativos de compra lideram a preferência, seguidos por sites e perfis no Instagram.

Entre os canais online, os sites internacionais se destacam com 64% das escolhas, superando os nacionais, que ficaram com 42%. Plataformas de classificados de produtos novos e usados também ganharam força e foram citadas por 41% dos entrevistados. Mesmo assim, mais da metade dos consumidores que compram em sites internacionais dá preferência a lojas brasileiras dentro dessas plataformas.

Pesquisa de preços ganha mais força

O hábito de pesquisar antes de comprar está consolidado. O levantamento aponta que 82% dos consumidores pretendem comparar valores antes de decidir. A internet concentra 87% dessas buscas, seja por sites e aplicativos ou pelas redes sociais. As lojas físicas continuam sendo uma alternativa importante para 63% dos entrevistados, que costumam comparar valores especialmente em shoppings e no comércio de rua.

Os sites internacionais aparecem novamente como destaque entre os canais preferidos para pesquisa, mencionados por 69% dos consumidores. Também são citados buscadores, marketplaces e lojas de departamentos. Para 59% dos entrevistados, os preços dos presentes estão mais altos do que no ano passado.

Formas de pagamento e influência do crédito

O Pix será a forma de pagamento mais utilizada pelos consumidores neste Natal, adotado por 54%. O cartão de crédito parcelado aparece em seguida, com 39%, depois o cartão de débito, com 28%, e o dinheiro, com 23%.

Entre os que pretendem parcelar as compras, o número médio de parcelas será de quase cinco, o que significa que muitas famílias terminarão de pagar os presentes apenas entre abril e maio de 2026. Para 79% dos consumidores, o crédito influencia bastante nas decisões de compra e 39% afirmam que comprariam muito menos sem ele.

Nova dinâmica de consumo exige preparo 

Ao avaliar o cenário, o presidente da CDL Goiânia, Geovar Pereira, destaca que os números reforçam um consumidor mais criterioso e atento às oportunidades. Segundo ele, a combinação entre maior intenção de compra, preferência pelas lojas físicas e crescimento do comércio digital revela um ambiente competitivo que exige preparação redobrada do varejo. Geovar aponta que a busca intensa por pesquisa de preços evidencia não apenas sensibilidade ao orçamento, mas também uma postura mais estratégica por parte dos consumidores.

Para o presidente, o movimento esperado para as próximas semanas deve aquecer o setor, mas também impor desafios. “O lojista precisa compreender que o cliente deste Natal está disposto a gastar, desde que encontre valor real no que compra. Isso inclui atendimento qualificado, variedade de produtos, facilidades de pagamento e transparência nos preços. Temos um cenário promissor à frente, mas que exige profissionalismo e capacidade de adaptação”, analisa.

Fonte: Assessoria de Comunicação/CDL Goiânia, com informações da CNDL

Gostou do conteúdo? COMPARTILHE