Goiânia supera a média nacional de inadimplência em outubro

Número de dívidas em atraso de moradores da capital cresceu 18,38%, em relação ao mesmo período do ano passado

Seguindo a tendência dos últimos meses, a inadimplência em Goiânia sofreu mais uma alta na passagem de setembro para outubro, com 1,48% de aumento. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o percentual subiu 9,67%. As duas variações colocam a capital com índices superiores à média nacional, que alcançam 1,06% na comparação mensal e 9,24% na anual.

Os dados, divulgados pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) nesta terça-feira (08), ainda apontam que cada goianiense negativado devia em outubro, em média,  R$ 4.115,32 na soma de todas as contas. Ao analisar o valor dos débitos, 34,69% dos consumidores da cidade tinham dívidas de até R$ 500, percentual que chega a 48,89% quando se fala em valores de até R$ 1.000.

Evolução das dívidas

O período médio de atraso dos devedores negativados de Goiânia é de dois anos e dois meses, sendo que 31,91% deles possuem tempo de inadimplência de um a três anos.

Ao fazer a comparação mensal sobre o número de dívidas em atraso, outubro marcou um crescimento de 2,14%. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 18,38%. O dado ficou acima da média da região CentroOeste (14,85%) e abaixo da média nacional (19,11%).

Bancos são os locais onde os goianienses mais devem

O setor com participação mais expressiva do índice de dívidas em Goiás foi o de bancos, com 59,18%, seguido por comunicação (11,82%), comércio (10,44%), água e luz (9,94%) e outros (8,63%).

Geovar Pereira, presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Goiânia, analisa os impactos dos dados da inadimplência. “Para o comércio em geral, o número alto de
inadimplentes é um complicador. A economia brasileira gira muito fortemente em torno do consumo das famílias. Se boa parte das pessoas está impossibilitada de comprar, é
necessário ligar um sinal de alerta, principalmente neste fim de ano, e talvez no próximo.

O cenário é de cautela e merece atenção. Para as empresas é recomendável ter uma política de crédito bem definida, com uso de soluções específicas. Já para o consumidor a sugestão é aproveitar todas as oportunidades disponíveis para negociar as dívidas, sair do vermelho, e ter crédito disponível para as comemorações de fim de ano. E o mais importante: é necessário que o devedor se esforce para desenvolver uma disciplina financeira”, finaliza.

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