33,8 milhões de consumidores devem usar 13º salário para compras de presentes e comemorações de Natal, mostra pesquisa CNDL/SPC Brasil

24 de novembro de 2025

69,1 milhões de consumidores pretendem fazer algum “bico” para aumentar a sua renda e assim poder comprar mais presentes

Mais da metade dos entrevistados afirmaram que farão trabalhos extras para conseguir comprar os presentes de Natal (Foto: Freepik)

O impacto do 13º salário no comércio de fim de ano será significativo. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise, indica que 33,8 milhões de consumidores destinarão a metade de seus recursos do décimo terceiro (50%) para compras de presentes, comemorações de fim de ano e aquisição de produtos pessoais desejados.

Essa concentração de intenções no consumo, que inclui 30% para presentes, 21% para festas e 20% para compras pessoais adiadas, reforça o papel do 13º salário como principal recurso financeiro para os gastos de Natal e Ano Novo. Entre os que recebem o benefício (54% dos entrevistados), 86% declaram que ele influencia totalmente ou em parte nos seus gastos de fim de ano.

Além disso, o foco em quitar dívidas em atraso diminuiu 7 pontos percentuais em relação a 2023, totalizando cerca de 9,7 milhões de pessoas com essa prioridade. O cenário reforça a necessidade de forte educação e planejamento financeiro.

O presidente da CNDL, José César da Costa, alerta que é crucial considerar os gastos típicos do início do ano, como IPTU, IPVA e materiais escolares. “É fundamental que os consumidores encontrem um equilíbrio entre o desejo de consumo (presentes e comemorações) e a manutenção de uma saúde financeira de longo prazo. O país passa pelo maior número de consumidores endividados da história, o que reforça a necessidade de se ter como prioridade o orçamento e o pagamento das contas das famílias”.

69,1 milhões de consumidores pretendem recorrer a bicos para aumentar a renda e gastar mais no Natal

A pesquisa ainda mostra que 56% dos entrevistados pretendem fazer bicos para comprar mais presentes para o Natal. De acordo com o levantamento, aproximadamente 69,1 milhões de consumidores farão atividades extras para consumir mais no Natal.

“Além do pagamento de dívidas, é o momento do trabalhador se organizar para os gastos extras de início de ano. O começo do ano é sempre o período de pagamento de impostos e de taxas, como matrícula e material escolar. É crucial que uma reserva seja organizada com o 13º para não ser pego de surpresa e já iniciar o novo ano endividado.” oportunidade para não ficar no vermelho”, orienta Costa.

Fonte: CNDL

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